quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Que não seja novo convertido

Em sua primeira carta ao discípulo Timóteo, Paulo descreve uma série de características que devem e não devem ser encontradas na pessoa que almeja trabalhar para o Senhor. Numa delas ele diz que essa pessoa não deve ser um novo convertido. Creio que Paulo baseou isso em sua própria experiência.
Após sua conversão, Paulo se pôs imediatamente a trabalhar em prol do Senhor, ministrando nas sinagogas, mas logo foi ameaçado de morte e temendo por sua vida, fugiu.
Após fugir, Paulo não foi imediatamente para Jerusalém para se juntar aos demais apóstolos, Ele foi para a Arábia, onde passou um bom tempo (três anos?), recebendo a revelação da parte de Jesus Cristo. Só depois disso continuou sua missão apostólica.
Conjeturando, penso que as primeiras ministrações de Paulo possam ter sido fruto do arrependimento de suas antigas obras (perseguir cristãos). Talvez ele quisesse apenas se justificar.
Depois do período na Arábia, Paulo voltou à missão apostólica, mas com outro objetivo, com uma revelação que o libertou do seu velho homem. Penso que já não queria mais se justificar, mas verdadeiramente apresentar para as pessoas o Cristo Jesus que o livrou de suas cadeias.
Paulo amadureceu sua fé e conversão e entendeu o seu propósito. Depois da Arábia as ameaças de morte já não mais o assustavam, chegando ao ponto de afirmar que, para ele, viver era Cristo e morrer era lucro.

Fontes: 1 Timóteo 3: 6, Atos 9: 19-25, Gálatas 1: 11-18, Filipenses 1: 21

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